Author: Ana Pinheiro

Jornadas navegante® 2025 debateram o futuro da mobilidade

Na tarde do dia 1 de abril, as Jornadas navegante® 2025 encheram o Teatro Thalia, em Lisboa, e ainda chegaram a todos os que as quiseram seguir online.

Foi uma plateia com cerca de 150 espetadores e perto de 50 interessados a seguir via streaming que acompanharam as Jornadas navegante® 2025, um evento anual que celebra o lançamento do sistema tarifário navegante® e propõe a reflexão sobre políticas públicas de transporte coletivo na área metropolitana de Lisboa.

Sob o mote “Mobilidade: um direito de todos”, a segunda edição deste evento, organizado pela TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, contou com a presença de Cristina Pinto Dias, Secretária de Estado da Mobilidade, que saiu do evento com a promessa de levar deste encontro “muito trabalho de casa, mas também muita motivação”. Basílio Horta, Presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa, impossibilitado de estar presente, juntou-se à apresentação das Jornadas com a gravação de uma mensagem de boas-vindas e Carlos Humberto Carvalho, Primeiro Secretário Metropolitano da Área Metropolitana de Lisboa, encerrou a sessão, dando os parabéns a todos os que utilizam os transportes públicos e reforçando que o direito à mobilidade está associado ao conceito de liberdade.

Os dois momentos de debate, com moderação de Ana Patrícia Carvalho e antecedidos de apresentações de Faustino Gomes, Presidente do Conselho de Administração da TML e Rui Lopo, Administrador da TML, versaram sobre “Planeamento das Infraestruturas Metropolitanas”, no primeiro painel, e “Políticas Públicas Metropolitanas”, no segundo.

Trabalhar numa lógica metropolitana

Na introdução ao primeiro painel, Faustino Gomes apresentou o trabalho do Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS) da área metropolitana de Lisboa, realçando a importância do “M” de metropolitano, justificando que temos que nos centrar numa lógica metropolitana, “sem fronteiras e a trabalharmos todos para o mesmo bem”. No sentido de ir ao encontro da fiabilidade que todos desejamos para os transportes públicos, apresentou ainda todo o trabalho que está a ser feito para oferecer Transporte Coletivo em Sítio Próprio, sem esquecer a preponderância da lógica de interfaces.

Neste âmbito, juntaram-se à reflexão os presidentes da Câmara Municipal de Amadora, Sesimbra, Vila Franca de Xira e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cascais. Vítor Ferreira, Presidente da Câmara Municipal de Amadora, recordou a importância do traçado da ligação de Algés à Reboleira, “há 23 anos à espera”; Nuno Piteira Lopes, Vice-Presidente da Câmara de Cascais, referiu a necessidade da tomada de decisões em relação ao projeto do corredor de transportes na A5; Francisco Jesus, Presidente da Câmara de Sesimbra, realçou a necessidade de resolver o problema da ligação de Sesimbra a Lisboa, ainda mais rápida de veículo próprio do que de transportes públicos; e Fernando Paulo Ferreira, Presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, reforçou a importância de planear o ordenamento do território em função do que são as necessidades de mobilidade das pessoas na área metropolitana de Lisboa.

Trabalhar para trazer mais passageiros para os transportes públicos

A abrir o segundo painel de debate, Rui Lopo, administrador da TML, traçou a evolução das marcas Carris Metropolitana e navegante® com a apresentação de números de utilização que, de dia para dia, batem recordes, apontando para um número crescente de utilizadores dos transportes públicos. Para este bom desempenho, muito terão contribuído, segundo Rui Lopo, os desenvolvimentos tecnológicos como as aplicações da Carris Metropolitana, do navegante® e do navegante® empresas. No futuro, a empresa pretende continuar a apostar no digital e Rui Lopo aproveitou o momento para anunciar, em primeira mão, a chegada para breve do cartão navegante® digital, o navegante® Mobile. “Estamos a entrar numa fase de testes, para podermos em breve apresentar a desmaterialização do cartão”.

No debate, os Presidentes dos municípios de Almada, Mafra, Montijo e Setúbal foram unânimes no reconhecimento do papel revolucionário do navegante® na vida dos seus munícipes e na importância da introdução da operação Carris Metropolitana. Inês de Medeiros, Presidente da Câmara de Almada, afirmou que, “em termos de políticas públicas de transporte, já demos um passo de gigante”, mas recordou que, neste caso, “a oferta é que determina a procura”, havendo ainda muito trabalho a fazer. “Planeamento, continuidade, coerência e investimento são fundamentais”, concluiu. Hugo Moreira, Presidente da Câmara de Mafra, acrescentou ainda “a pontualidade e a confiança” a esta equação, reforçando a necessidade adicional de transporte público num concelho que duplicou e rejuvenesceu a sua população. Já Maria Clara Silva, Presidente da Câmara do Montijo, apontou como maior necessidade de transporte no seu município a travessia do Tejo, acrescentando que “há que diagnosticar as necessidades e aplicá-las no terreno, com uma maior articulação dos transportes”. André Martins, Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, apontou ainda a necessidade de olhar para o território da amL de forma mais articulada, por forma a que as pessoas precisem de recorrer menos aos transportes, e idealizou um futuro onde a TML deverá coordenar todos os transportes públicos da região.

Pode ainda acompanhar toda a sessão no nosso canal de Youtube aqui

Vem aí nova edição das Jornadas navegante®

A 1 de abril, dia de aniversário do navegante®, realiza-se a segunda edição das Jornadas navegante®, evento anual que promete refletir sobre políticas públicas de transporte coletivo na Área Metropolitana de Lisboa. Uma reflexão aberta a todos!

As Jornadas navegante® 2025 vão ter lugar no Teatro Thalia, em Lisboa, na tarde de 1 de abril, dia em que se celebra o nascimento do revolucionário tarifário navegante®. Nesta edição, teremos a oportunidade de descobrir alguns exemplos do que está a ser realizado em matéria de Planeamento e Infraestruturas e ainda de Políticas Públicas de transporte, a uma escala Metropolitana.

Até lá, acompanhem toda a informação sobre o evento em jornadasnavegante.pt

TML continua a apurar as necessidades das pessoas com deficiência na amL

No passado dia 28 de fevereiro decorreu mais uma concorrida sessão de auscultação do Plano de Acessibilidade aos Transportes para Pessoas com Deficiência na área metropolitana de Lisboa, trabalho que a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) está a desenvolver desde o verão de 2024 em articulação com o Instituto Nacional para a Reabilitação e para o qual já realizou, ainda em fase de diagnóstico, três sessões de auscultação e, entre os meses de setembro e dezembro, um inquérito online.

Esta última sessão contou com cerca de 55 participantes, entre municípios, operadores de transportes, gestores de infraestruturas, associações de pessoas com deficiência, Instituto Nacional para a Reabilitação e Área Metropolitana de Lisboa.

Neste encontro, Faustino Gomes, presidente do Conselho de Administração da TML, sublinhou o empenho da empresa na realização deste plano e na implementação das propostas, seguindo-se, por parte da equipa técnica da Figueira de Sousa, a apresentação dos principais objetivos do plano, do faseamento previsto e do trabalho desenvolvido até agora, designadamente do Relatório de Caracterização e Diagnóstico, previamente partilhado com os participantes.

Feitas as apresentações, seguiu-se o momento de auscultação realizado de acordo com o modelo world café, no qual os participantes foram distribuídos por mesas com entidades diversas e, em grupo, identificaram os projetos prioritários a considerar para a melhoria da acessibilidade aos transportes para pessoas com deficiência na área metropolitana.

Melhorar a comunicação e as acessibilidades é prioritário

Ao relator de cada mesa coube a apresentação das principais conclusões. As propostas prioritárias passaram pela melhoria da informação ao público e comunicação simples e inclusiva, dentro e fora dos serviços de transporte público. Ainda no domínio da informação ao público, assumiu especial importância a disponibilização de informação em tempo real, que permita o adequado planeamento por pessoas com deficiência da sua viagem. A realização de campanhas de formação para profissionais do setor dos transportes; campanhas de sensibilização para as necessidades especificas das pessoas com deficiência; a garantia da acessibilidade a paragens de transporte público rodoviário e a criação de uma rede de interfaces acessíveis; e a criação de serviços de transporte adaptados específicos para PCD, foram algumas das restantes prioridades apontadas.

Este trabalho será agora consolidado pela equipa técnica e as propostas consideradas no âmbito do desenvolvimento das próximas fases do Plano.

Expansão do Metro Sul do Tejo: uma casa cheia para ouvir os resultados

A conferência de encerramento do processo de participação pública para a expansão do Metro Sul do Tejo, realizada no dia 6 de março, voltou a contar com um público muito atento, cumprindo assim os objetivos esperados.

A última sessão do processo de participação pública para a extensão do Metro Sul do Tejo até à Costa da Caparica e à Trafaria aconteceu na quinta-feira, 6 de março, na Faculdade de Ciências e Tecnologia – Monte da Caparica. José Carlos Ferreira e José Júlio Alferes, em nome da Faculdade e da equipa técnica que liderou este processo, e Inês de Madeiros, Presidente da Câmara Municipal de Almada, deram as boas-vindas e agradeceram a presença do Governo, na pessoa da Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, e a participação dos cidadãos, que ultrapassou todas as expetativas.

Faustino Gomes, Presidente do Conselho de Administração da Transportes Metropolitanos de Lisboa, e Helena Campos, Presidente em exercício do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa, as restantes entidades envolvidas no projeto, deram igualmente nota do sucesso da participação pública no trabalho. Um momento que, conforme Faustino Gomes evidenciou, “não era obrigatório, mas foi considerado determinante no projeto. Este momento de humildade era necessário, porque sabemos que não sabemos nada.”

A revelação dos resultados

Feitas as introduções, chegou a hora da apresentação dos resultados, o tão aguardado momento para todos os que estavam no auditório ou a acompanhar em streaming, e até para as entidades envolvidas. Lia Vasconcelos e José Carlos Ferreira, da equipa técnica que conduziu o trabalho, recordaram a metodologia utilizada, que garantiu que todos fossem ouvidos e expressassem as suas preocupações. Entre participações online e públicas, estas últimas distribuídas por sessões na Trafaria e na Costa da Caparica, e organizadas em mesas de trabalho apoiadas por facilitadores e por técnicos, o processo envolveu um total de 868 cidadãos e gerou 518 perguntas/preocupações. Entre estas, as questões que se revelaram mais preocupantes para os participantes da Trafaria, da Costa de Caparica e ainda dos que contribuíram à distância, relacionam-se com o ruído e as vibrações, com os interfaces (funcionamento e localização), com os esquemas de trânsito, com os horários, com a escolha do traçado e suas paragens, entre muitas outras questões que vão estar assinaladas no relatório final da participação pública paro grupo de trabalho, com data de entrega a 30 de março.

Entretanto, até 21 de março, a participação continua a decorrer, pelo que ainda é possível acrescentar contributos através do seguinte formulário online ou de formulários físicos dispensados pelas juntas de freguesia. A 28 de março serão colocadas online (páginas CMA e Nova FCT) as FAQs, e no segundo semestre de 2025 será feita a apresentação do tratamento das perguntas colocadas.

Continua, deste modo, em construção um processo que se quer isento e de resposta às necessidades das populações. “Um excelente exemplo”, conforme Cristina Pinto Dias, Secretária de Estado da Mobilidade, defendeu, contrapondo-o à habitual queixa de falta de inquéritos relacionados com os transportes públicos.

Oeiras recebeu a última Assembleia Participativa do PMMUS

O ciclo de Assembleias Participativas encerrou da melhor forma. A última sessão gerou muito debate e discussão, a razão de ser destes encontros do Plano Metropolitano da Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS).

A última sessão de participação pública do PMMUS aconteceu no sábado, 22 de fevereiro, numa sala do Templo da Poesia, no Parque dos Poetas, em Oeiras. Ao local acorreram 20 participantes, cidadãos e cidadãs voluntários/as, e selecionados/as por sorteio estratificado, dos municípios de Oeiras, Cascais, Sintra e Amadora.

Tal como nas quatro sessões anteriores, realizadas em Loures, no Seixal, em Setúbal e em Lisboa, todos puderam participar em todos os temas a discussão. Melhor transporte público, mais sustentabilidade, mais acessibilidade, mais coesão metropolitana e mais inovação tecnológica foram os temas colocados em cima das três mesas, pelas quais todos os participantes circularam e puderam deixar sugestões. Entre as ideias anotadas em post its e discutidas por todos, contaram-se, por exemplo: otimizar os horários dos transportes consoante as necessidades, criar uma rede intermunicipal segura para meios suaves, melhorar o espaço público, criar bilhetes ocasionais únicos, fornecer informação em tempo real nas interfaces e nos transportes.

No final, houve que encontrar consenso para resumir a quinze as ideias desta sessão, que irão ser ponderadas no plano que tem o horizonte temporal de 2030-2035.

As quinze sugestões propostas em Oeiras vão juntar-se às restantes, e serão incluídas num relatório que muito em breve teremos oportunidade de partilhar.

TML marcou presença na Conferência “Lisboa, uma Cidade para Todos”

Rui Lopo, Vogal do Conselho de Administração da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, debateu o tema “Mobilidade e Qualidade de Vida” com Filipe Anacoreta Correia (Câmara Municipal de Lisboa), João Vieira (Carris), Sofia Pires Bento (I.M.T.) e Susana Castelo (TIS), numa mesa moderada por João Ferreira.

A Conferência “Lisboa, uma Cidade para Todos”, organizada pelo Correio da Manhã em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa, aconteceu no Museu do Fado, em Lisboa, dia 20 de fevereiro, e destacou Lisboa como uma referência exemplar no caminho para a sustentabilidade urbana.

No domínio da mobilidade urbana, Rui Lopo destacou o papel da TML enquanto coordenadora das vontades e desafios dos municípios da área metropolitana de Lisboa e impulsionadora de sinergias às quais é necessário dar resposta. A desenvolver um trabalho que abarca desde a bilhética às infraestruturas de transportes, Rui Lopo recordou alguns dos marcos da empresa, como o navegante®, que “trouxe uma simplificação da utilização do transporte”, ou a operação da Carris Metropolitana, que continua em franco crescimento, com o transporte de 700 mil pessoas registado no dia anterior à conferência, “um novo record”, conforme adiantou.

Filipe Anacoreta Correia, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, cidade onde entram cerca de um milhão de pessoas por dia, destacou igualmente a aposta no transporte público, no esforço de trazer os jovens para o mesmo, e ainda na disponibilização da Gira gratuita e da oferta dos parques navegante®.

João Vieira, Diretor de Estratégia, Inovação e Ambiente da Carris, referiu um ponto importante sobre o gasto de combustíveis indicando que o investimento realizado na redução de dependência de combustíveis fósseis é muito importante. 

Já Sofia Pires Bento, Coordenadora da Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa, recordou que “somos todos peões” e que o esforço se deve centrar em mover pessoas e não carros. Susana Castelo, CEO da TIS, consultora em mobilidade sustentável, reforçou o painel com a ideia de que a não utilização do transporte público é uma posição retrógrada, “parada no tempo”, que deve ser combatida.

Expansão do Metro Sul do Tejo: queremos a sua opinião

Nos dias 20 e 21 de fevereiro acontecem em Almada as sessões de participação pública para reflexão crítica sobre a extensão do Metro Sul do Tejo à Costa da Caparica e à Trafaria. As portas estão abertas a todos!

Duas sessões, a primeira no Casino da Trafaria e a segunda no INATEL da Costa da Caparica, sempre às 18h30, vão realizar-se, com vista à recolha dos contributos das comunidades locais. Programa completo aqui.

As sessões sucedem-se à conferência de apresentação técnica do projeto, realizada no passado dia 10 de fevereiro, no Auditório do Uninova, na NOVA FCT, em Almada, que se revelou uma casa cheia com convidados e público em geral.

Sobre este projeto que visa estender o Metro até à Costa da Caparica e à Trafaria, num percurso que será aumentado em sete quilómetros e que incluirá dez novas estações, Faustino Gomes, Presidente do Conselho de Administração da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, em nome de uma das três entidades envolvidas no projeto, realçou a importância de servir as populações da área metropolitana de Lisboa com uma rede de transportes coletivos em sítio próprio – a oferecerem a fiabilidade que os autocarros, partilhando as vias com os carros, não conseguem garantir – e adiantou ainda que este é um projeto integrante de um outro mais ambicioso, que vai ligar Almada a Alcochete, com eventual extensão até ao novo aeroporto.

O processo de participação pública deste projeto termina a 6 de março, com a divulgação pública das conclusões e planeamento das fases seguintes, numa Conferência de Encerramento a realizar-se novamente no Auditório da NOVA FCT.

Para além das Sessões de Participação Pública, a população pode dar o seu contributo online através do preenchimento do seguinte Formulário.

Perguntas Frequentes

Qual a importância deste Projeto no âmbito da mobilidade?

O prolongamento do sistema de metro ligeiro de superfície da margem sul do Tejo (Metro Sul do Tejo – MST) à Costa da Caparica e à Trafaria, a partir do Campus Universitário da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, foi considerado como um projeto prioritário, tendo como objetivo principal promover uma ligação rápida e estruturante dos vários pontos da atual rede do MST à Costa da Caparica e à Trafaria, assegurando uma melhor conectividade entre as diversas áreas dos territórios de Almada e Seixal.

A ligação à Trafaria permitirá ainda aproximar o concelho de Almada de Lisboa, melhorando, desta forma, a mobilidade ao nível da área metropolitana e conferindo uma nova centralidade ao concelho de Almada no contexto da área metropolitana de Lisboa.

Esta extensão contribuirá para reduzir a dependência do transporte individual, respondendo assim ao compromisso de Portugal de atingir a neutralidade carbónica em 2050.

Como está a ser desenvolvido este Projeto?

Em 15 de julho de 2024 ocorreu a assinatura do Protocolo de Colaboração para o Estudo, Planeamento e Concretização do Projeto da Extensão do Metro Sul do Tejo – Almada (Universidade) – Costa da Caparica (Trafaria) entre a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), o Município de Almada e o Metropolitano de Lisboa.

No âmbito deste Protocolo foi acordado desenvolver o projeto de expansão, tendo em consideração o designado Traçado de Referência proposto pelo Município de Almada, cabendo a cada uma das 3 entidades envolvidas distintas responsabilidades.

Quais as responsabilidades de cada uma das Partes do Protocolo de Colaboração?

Cabe ao Metropolitano de Lisboa a gestão do projeto, estabelecendo e assegurando a colaboração entre a TML e o Município de Almada, bem como desenvolver e/ou promover: o relatório de diagnóstico; fazer a avaliação da viabilidade técnica-económica do traçado de referência; a realização de serviços de cartografia e de topografia; a realização da campanha geotécnica e geoambiental, a realização de estudos de projeção de procura; a análise custo-benefício global; entre outros.

Cabe ao Município de Almada estabelecer as condições de inserção urbana da solução a projetar, no território sob sua tutela administrativa, particularmente de harmonização com as áreas urbanas envolvidas.

Cabe à TML assegurar a devida articulação com o Metropolitano de Lisboa no que respeita aos estudos sobre tráfego, procura e harmonização das diferentes opções de transporte público.

Para dar cumprimento aos objetivos deste Protocolo, foi acordado constituir um Grupo de Trabalho, que garanta o acompanhamento permanente do desenvolvimento do Projeto e que, desde agosto de 2024, tem desenvolvido o seu trabalho conjunto.

Quando será finalizado o Projeto e se iniciará a exploração?

A atual fase de desenvolvimento do Projeto prevê a preparação dos estudos preliminares até à fase de Estudo Prévio, que deverá ficar concluído até ao final de 2026, conforme definido na Portaria n.º 410/2024/2, de 21 de março, do Gabinete da Secretária de Estado do Orçamento e Gabinete do Secretário de Estado da Mobilidade Urbana.

Só posteriormente será possível haver uma tomada de decisão sobre o modelo a tomar ao nível da contratação da extensão da rede do Metro do Sul do Tejo à Costa da Caparica e à Trafaria, bem como ter uma data mais aproximada referente ao início da exploração desta nova infraestrutura de transportes.

Por forma a maximizar o aproveitamento dos Fundos Comunitários disponíveis, a fase de exploração, deverá ter início até ao final de 2029, sendo antecedida pela conclusão do projeto e pela execução da obra.

Qual é o traçado deste Projeto?

O traçado corresponde, em sentido lato, ao percurso onde será implantado o canal de metro ligeiro.

Assim, o Traçado de Referência deste Projeto, proposto pela Câmara Municipal de Almada e que foi integrado no Protocolo de Colaboração, ilustra-se na Figura 1, apresenta uma extensão de 6,7 km e 8 estações, desenvolvendo-se através da freguesia da Costa da Caparica e da União das Freguesias de Caparica e Trafaria.

Este Traçado encontra-se em fase de consolidação, o que se traduz no estudo de alternativas tecnicamente viáveis, que garantam a melhor ligação à Costa da Caparica e à Trafaria, com a necessária intermodalidade com os restantes modos de transporte. A evolução deste trabalho ilustra-se na Figura 2, que se designou como Traçado Base. Este traçado em estudo apresenta uma extensão de 7,3 km, incluindo 10 estações.

Uma das principais alternativas ao Traçado de Referência, desenvolvidas até ao momento, é a proposta de prolongamento desta linha, numa extensão adicional até um local mais próximo do Terminal Fluvial da Trafaria, o que permitirá uma ligação direta entre o metro ligeiro de superfície e o transporte fluvial.

Por outro lado, está a ser previsto o desenvolvimento de uma nova interface no Centro da Costa da Caparica, por deslocação do terminal de autocarros atualmente instalado junto da Torre das Argolas, devolvendo-se esse espaço público à cidade da Costa da Caparica. Na nova interface propõe-se a existência de um serviço intermodal entre o metro ligeiro, a Carris Metropolitana, um novo serviço de Transpraia, os Táxis e os TVDE, bem como a criação de um novo parque de estacionamento dissuasor e a inclusão de uma área para parqueamento de bicicleta. Esta interface será desenvolvida em harmonia com os estudos em curso, pelo Município de Almada, de entrada na Costa da Caparica e do loteamento municipal, que inclui o novo Centro de Saúde da Costa da Caparica e a intervenção prevista para a Rua do Juncal.

Figura 1 | Traçado de Referência | Protocolo de colaboração entre TML, Município de Almada e Metropolitano de Lisboa – planta geral

Figura 2 | Traçado Base | Consolidação do Traçado de Referência – planta geral

O canal do metro ligeiro será acompanhado de canal ciclável e pedonal?

Este projeto prevê a integração, de forma segregada e sempre que possível, de um corredor pedonal e ciclável ao longo do canal do metro ligeiro. Este corredor será segregado do espaço dedicado ao metro ligeiro, garantindo sempre uma continuidade do percurso dos modos suaves, entre o pólo universitário da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e a Costa da Caparica e Trafaria.

Os estudos sobre o traçado serão sujeitos a debate público antes da sua aprovação final?

De modo a garantir um amplo e antecipado debate público sobre este Projeto, entre fevereiro e março de 2025 haverá um processo de Participação Pública para apresentação do Traçado de Referência e das alternativas em estudo, permitindo o esclarecimento de dúvidas, bem como a recolha de opiniões, sugestões e outros contributos de todo o público interessado sobre este Projeto.

Acresce que este Projeto, sujeito ao regime jurídico de Avaliação de Impacte Ambiental, será, numa fase posterior, objeto de um procedimento formal de consulta pública, que decorrerá por um período de 30 dias úteis, a promover pela Agência Portuguesa do Ambiente.

Primeiras Assembleias Participativas do PMMUS já arrancaram

No fim de semana de 8 e 9 de fevereiro realizaram-se as duas primeiras Assembleias Participativas do Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS), em Loures e no Seixal, respetivamente. As sessões foram muito participadas e animadas, tendo sido apontadas como “um sucesso”.

“Ajudem-nos a melhorar o plano”. Foi com estas palavras que Faustino Gomes deu início às primeiras Assembleias Participativas onde os cerca de 25 participantes de cada sessão, escolhidos por sorteio estratificado, foram convidados a colaborar na construção de medidas concretas para melhorar a mobilidade na região da área metropolitana de Lisboa (amL) até 2035. Após agradecer a presença de todos os participantes e de todos os municípios envolvidos, o Presidente do Conselho de Administração da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa reforçou a importância da participação nestas Assembleias para a boa concretização do PMMUS. “Não temos a veleidade de pensar que sabemos tudo. Pelo contrário, sabemos que não sabemos. E, por isso, queremos ouvir-vos.”

No Seixal, a Vereadora da Mobilidade, Maria João Macau, enalteceu igualmente o envolvimento da população e de todos os municípios da amL, no mesmo alinhamento das melhorias que já têm sido feitas e sentidas pelas populações, nomeadamente com a criação do passe navegante® ou com o aumento da oferta da Carris Metropolitana.

A importância do Plano e das Assembleias Participativas

Ainda antes de avançar com os trabalhos, Luís Caetano, Coordenador Técnico do PMMUS por parte da Way2Go, empresa contratada pela TML para ajudar a desenvolver o Plano, fez uma breve apresentação do Plano e da fase em que este se encontra. “Melhorar a acessibilidade no contexto metropolitano, promovendo uma mobilidade sustentável, equitativa, segura e eficiente para cidadãos e mercadorias”, apontou como objetivos do PMMUS, um plano que abrange os horizontes de 2030 e 2035 e que está a ser executado em coordenação com os 18 municípios da área metropolitana de Lisboa. Nesta fase em que se encontra – Programa de Medidas e Ações – “queremos apurar ideias concretas para integrarem as medidas do plano”, explicou Luís Caetano. As Assembleias Participativas visam assim proprocionar “uma experiência deliberativa, ainda que não vinculativa”.

O método de trabalho das Assembleias

Feitas as apresentações do PMMUS, da visão estratégica já apurada e a explanação dos objetivos e estrutura da Assembleia Participativa, seguiu-se uma dinâmica chamada de World Café, onde os participantes foram distribuídos por três mesas e rodaram por todas ao final de sessões de 35 minutos, de forma que todos, orientados por um facilitador, tivessem a oportunidade de debater todos os temas em cima de cada uma das mesas. Deste modo, ao final de 1h45, cada mesa tinha definido cinco propostas com base nos cinco eixos da visão estratégica do plano – Melhor Transporte Público, Mais Sustentabilidade, Mais Acessibilidade, Mais Coesão Metropolitana, Mais Inovação Tecnológica.

Ideias não faltaram. Muito pelo contrário, o esforço foi o de eleger, entre muitas, as que melhor exprimiam as necessidades e os desejos dos intervenientes. Temas como horários de transportes, vias dedicadas, ciclovias integradas com os transportes públicos, estacionamento, redução de preços de títulos de transporte ocasionais, informação em tempo útil, entre tantos outros, foram colocados em cima das mesas.

No final, cada um dos facilitadores resumiu as sugestões apresentadas. Estes contributos, retirados das sessões de Loures, onde estiveram também presentes cidadãos e cidadãs dos municípios de Vila Franca de Xira, Mafra e Odivelas, e do Seixal, onde compareceram também munícipes de Almada, Barreiro e Sesimbra, irão integrar um relatório que será produzido no final das cinco Assembleias Participativas. Por agora ainda falta conhecer os desejos e as propostas dos intervenientes das sessões de Setúbal, Lisboa e Oeiras, onde estarão presentes representantes do público dos restantes municípios da área metropolitana de Lisboa, a realizar nos próximos fins de semana, até dia 22 de fevereiro.

Mais informação sobre as futuras Assembleias Participativas aqui.

App navegante® distinguida como Produto do Ano 2025

A App navegante® foi recentemente distinguida com o prémio Produto do Ano 2025, um reconhecimento que reflete a excelência, inovação e impacto positivo da aplicação na vida dos utilizadores. Este Reconhecimento, baseado na avaliação direta de consumidores, consolida a App como uma solução essencial para a mobilidade, destacando-se pela sua utilidade, eficiência e compromisso com a modernização dos serviços.

Desde o seu lançamento, em junho de 2024, a App navegante® tem registado um crescimento notável. Em apenas nove meses, foram realizadas mais de 300 mil instalações e 300 mil carregamentos de passes. No mês de outubro, mais de 75 mil utilizadores confiaram na aplicação para garantir a sua mobilidade, demonstrando a sua relevância no quotidiano dos cidadãos.

Crescimento e Impacto

A App navegante® tem apresentado um crescimento consistente, impulsionado por estratégias de comunicação eficazes e campanhas direcionadas:

  • Crescimento de 164% de carregamentos (gratuitos e pagos) em julho, impulsionado pelo impacto da comunicação no lançamento.
  • Aumento sustentado de carregamentos (gratuitos e pagos) em agosto (22%) e setembro (77%), impulsionado pela campanha dos ‘filmes nomeados’ que reduziu filas de espera e facilitou o carregamento de títulos gratuitos para os jovens.
  • Em novembro e face a outubro, o reforço de comunicação na estratégia de comunicação focada nos utilizadores acima dos 23 anos de idade que resultou no crescimento de 159% apenas no segmento dos títulos pagos.

Atualmente, a App navegante® representa 21% de todos os carregamentos realizados através dos canais navegante®, geridos pela Transportes Metropolitanos de Lisboa, que incluem caixas Multibanco, Espaços navegante®, agentes Payshop, App navegante® Empresas e Pontos navegante®. Este desempenho reforça o papel da digitalização na modernização dos serviços e na melhoria da experiência do utilizador.

Reconhecimento pelos Consumidores

O prémio Produto do Ano foi atribuído com base numa avaliação realizada junto de uma amostra representativa de 19.650 consumidores entre os 18 e os 64 anos, entre novembro e dezembro de 2024, que revela as tendências e prioridades dos consumidores portugueses para 2025. A App navegante® foi avaliada segundo os seguintes critérios:

  • Atratividade: 7,5
  • Inovação percebida pelo consumidor: 7,8
  • Intenção de compra: 7,4
  • Expectativa em relação ao produto: 8,4
  • Satisfação com o produto: 8,46

Fatores de Destaque

Os principais motivos que levaram os consumidores a recomendar a App navegante® foram:

  • Benefícios e utilidade (26%)
  • Eficácia e correspondência com as expectativas (15%)
  • Inovação (14%)
  • Sustentabilidade (11%)
  • Informações adequadas (11%)
  • Outros fatores, como qualidade, reputação da marca e experiências anteriores positivas (23%)

Este prémio é um testemunho do impacto positivo que a App navegante® tem tido na mobilidade e na experiência e conveniência dos utilizadores. A Transportes Metropolitanos de Lisboa continuará a inovar e a melhorar a experiência de utilização da App navegante® simplificando e agilizando cada vez mais o acesso à mobilidade.

Circula PT substitui Passe Social + e oferece mais vantagens

Com efeitos já a 1 de janeiro*, o novo Circula PT estende-se a todo o país e passa a beneficiar também as pessoas com grau de incapacidade permanente igual ou superior a 60% e os desempregados de longa duração.

Circula PT é o novo nome a reter para quem aufere baixos rendimento ou apresenta outras vulnerabilidades em todo o território nacional. Vem substituir o Passe Social + e inclui condições de elegibilidade mais alargadas. Segundo a portaria publicada a 10 de dezembro em Diário da República, a medida serve de forma de incentivo ao uso de transporte público em todo o país, e já não só nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, para além de ser “uma medida da mais elementar justiça e equidade social”.

Para conhecer em pormenor todas as condições de bonificação e de elegibilidade do Circula PT, consulte a página de descontos do navegante.pt

* À venda a partir de 26 de dezembro

TML acolheu o evento de encerramento do projeto MOBIL.T

No dia 11 de dezembro, a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa reuniu na sua sede Irina Vanghele-Paladini, representante da CINEA, a agência da Comissão Europeia que gere os fundos do Mecanismo Interligar a Europa que co-financia o Projeto MOBIL.T – Mobility and Ticketing for Multimodal Transport in Lisbon, e todas as entidades parceiras da iniciativa e demais interessados do público geral, na sessão de visão geral e encerramento deste bem-sucedido projeto europeu.

Faustino Gomes, Presidente do Conselho de Administração da TML, entidade coordenadora do MOBIL.T, deu as boas-vindas e fez o enquadramento deste programa de cinco anos, referindo que foi um projeto gratificante e de união – porque envolveu quase todos os operadores da área metropolitana de Lisboa num objetivo único, na medida em que concretizou o propósito de melhorar significativamente a bilhética do nosso sistema de transportes. “Estamos muito contentes com o que conseguimos, apesar de ainda querermos mais”, fez notar, fazendo referência a um futuro desejado onde todos os sistemas dos operadores serão integrados e disponibilizados através de smartphone.

Ainda por parte da entidade anfitriã do evento falou Alexandre Domingues, Diretor de ITS da TML, para apresentar a visão geral do projeto, que resumiu em linhas muito gerais à missão de tornar o transporte público mais atrativo por via da oferta de uma tecnologia melhorada e facilitadora.

Tomaram de seguida a palavra os parceiros do projeto, que individualmente partilharam os seus perfis, necessidades, investimentos e resultados no âmbito deste projeto – Pedro Jesus pela CP, André Pires pelo Metropolitano de Lisboa, João Vieira pela Carris, Rui Silva pelos TST, Raquel Santos representando tanto a Fertagus como a MTS, Hugo Costa pela EMEL, tendo Alexandre Domingues apresentando os resultados da TML, dos Transportes Coletivos do Barreiro, da Rodoviária de Lisboa e da Rodoviária do Tejo.

Alexandre Domingues encerrou a sessão com a apresentação dos resultados globais do MOBIL.T e traçou o impacto que o mesmo tem nos transportes públicos da área metropolitana de Lisboa, através da avaliação de fatores como o congestionamento, a melhor integração de informações, a mudança modal, a interoperabilidade, a qualidade do serviço, a segurança e proteção, o impacto nos operadores e o impacto nos utilizadores.

Deduzido o balanço positivo, todos os parceiros foram convidados a continuarem a sessão numa visita técnica aos principais marcos que nasceram deste projeto, que incluem por exemplo, mais de 3000 validadores novos ou requalificados, mais de 400 pontos de venda novos ou requalificados e mais de 25 quiosques de emissão de cartões navegante.